domingo, 29 de abril de 2012

No ardor dos olhos




No ardor dos olhos,
Sou tal como o pintor:
Havendo sempre
A tua beleza
Por perto,
Terei meu Norte.

Ou dito de outro modo:
Tua beleza
É aquela delicadeza
Com que prende os cabelos –
Melhor refúgio da brisa.

Ou ainda:
Tua beleza
É aquele toque
Inefável de brilhante
Nos lábios –
Estrela cadente
Feita para um Eclipse.

Ou por sinal:
Tua beleza
É a singela alegria
De colocar as sapatilhas –
Um perder-se em Veneza.

Ou sem dúvida:
Tua beleza
É a soberba arte
De teu doce olhar
Diante da Neguinha –
Luar sem lembrança
De noite sem luar.

Ou para todo sempre:
Tua beleza
É ainda mais minha
Quando você sorri
A ponto de
Fechar os olhos –
Primeiro dia
De céu azul
Na Terra.


Obs: Obra de Canaleto.

Dedico à minha doce Jana.



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